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Marketing Cloud subutilizado: 7 sinais de que sua empresa precisa de uma consultoria

Equipe Levora Consultoria Salesforce
29 de setembro de 2026 · 13 min de leitura

A empresa assinou o Salesforce Marketing Cloud com um plano ambicioso: jornadas automatizadas, comunicação personalizada por perfil, integração com o CRM, métricas de ponta a ponta. Um ano depois, a realidade é outra. O time dispara a newsletter da semana, uma campanha promocional por mês, e o resto do tempo gasta exportando planilha, subindo lista e torcendo para o e-mail não cair no spam.

A licença continua sendo cobrada integralmente. O retorno, não.

Se essa cena parece familiar, você não está sozinho — e o problema quase nunca é a ferramenta. O Marketing Cloud é uma das plataformas mais completas do mercado, e justamente por isso é uma das mais fáceis de subutilizar. Neste artigo, reunimos os sete sinais mais comuns de que o seu Marketing Cloud está entregando uma fração do que poderia, e como saber se é hora de trazer uma consultoria especializada para destravar o investimento.

Subutilizar martech é a regra, não a exceção

Antes de olhar para o seu caso, vale entender o cenário. Uma pesquisa do Gartner com 324 profissionais de marketing mostrou que as empresas usam, em média, apenas 42% das capacidades do seu stack de marketing — número que caiu em relação aos 58% de dois anos antes. Ou seja: quanto mais ferramenta se compra, menos proporcionalmente se usa.

O mesmo levantamento traz um dado ainda mais revelador para quem tem Marketing Cloud: só 20% das empresas conseguiram implementar de fato a orquestração de jornadas de ponta a ponta, embora quase todas planejassem fazer isso. Jornada é exatamente o coração do Marketing Cloud. Se ela não está rodando, a ferramenta está funcionando como um disparador de e-mail caro.

A pesquisa State of Marketing 2026, da própria Salesforce, com mais de 4.400 líderes de marketing, reforça o quadro: 84% admitem que ainda rodam campanhas genéricas, e 98% enfrentam barreiras para personalizar. Enquanto isso, 83% dizem que o cliente espera uma conversa de mão dupla com a marca.

A distância entre o que a plataforma permite e o que o time consegue operar é onde o dinheiro da licença se perde. Os sinais abaixo ajudam a medir essa distância no seu caso.

Sinal 1: o Marketing Cloud virou um disparador de e-mail em massa

Esse é o sintoma mais comum e o mais caro. O time usa o Email Studio para montar a peça e disparar para uma lista inteira. Não há segmentação por comportamento, por estágio do funil ou por histórico de compra. Todo mundo recebe tudo.

Por que isso acontece: a segmentação exige dados organizados, e dados organizados exigem uma arquitetura que muitas implementações nunca chegaram a construir. Sem Data Extensions bem estruturadas e relacionadas no Contact Builder, segmentar vira um exercício manual que ninguém tem tempo de fazer toda semana.

O custo real: você está pagando por uma plataforma de relacionamento e usando como ferramenta de disparo — algo que soluções muito mais baratas fazem igualmente bem. Pior: disparo em massa sem relevância aumenta descadastro e reclamação de spam, o que afeta a entrega de todas as campanhas futuras.

Sinal 2: o Journey Builder tem uma jornada — ou nenhuma

Abra o Journey Builder agora. Quantas jornadas estão ativas? Se a resposta for zero, uma de boas-vindas feita na implantação e nunca revisada, ou um punhado de rascunhos abandonados, você encontrou o maior potencial represado da sua operação.

Jornadas bem desenhadas são as que trabalham sozinhas: boas-vindas para novo lead, nutrição por interesse, recuperação de carrinho ou de proposta parada, pós-venda, reativação de cliente inativo, aniversário de contrato. Cada uma delas responde a um evento real do cliente, no momento certo, sem ninguém do time precisar lembrar de apertar um botão.

O que costuma travar: falta de gatilho confiável. Uma jornada depende de um evento de entrada — um lead criado no CRM, uma compra no e-commerce, uma mudança de status. Se esses eventos não chegam ao Marketing Cloud de forma automática e limpa, a jornada não tem como disparar.

Sinal 3: a lista ainda sobe por planilha

Toda campanha começa com alguém exportando um relatório do CRM ou do ERP, tratando no Excel e importando no Marketing Cloud. Às vezes a importação falha por formato de data. Às vezes a lista vai com duplicados. Às vezes vai desatualizada, porque foi exportada na segunda e disparada na quinta.

Esse é um sinal de integração incompleta. O Marketing Cloud tem conector nativo com o Sales Cloud e o Service Cloud (o Marketing Cloud Connect), além do Automation Studio para importações agendadas de outras fontes via SFTP ou API. Quando nada disso está configurado, o time vira o integrador — e integrador humano erra, atrasa e cansa.

A mesma pesquisa da Salesforce mostra o tamanho do problema: só 56% dos profissionais de marketing têm acesso completo aos dados de vendas, e apenas 51% aos dados de comércio. Marketing que não enxerga o que vendas e e-commerce sabem sobre o cliente não consegue personalizar nada.

Sinal 4: marketing e vendas olham para números diferentes

O marketing comemora a taxa de abertura. O comercial reclama que os leads não prestam. A diretoria pergunta quanto de receita veio das campanhas e ninguém sabe responder com segurança.

Esse desencontro é, quase sempre, um problema de dado e não de gente. Quando o Marketing Cloud não devolve para o CRM o histórico de interação do lead — quais e-mails abriu, em que clicou, em qual jornada está —, o vendedor liga às cegas e o marketing não consegue provar atribuição.

O que uma operação madura faz: o engajamento do Marketing Cloud aparece no registro do lead e do contato no Salesforce, o vendedor recebe alerta quando um lead quente interage, e o relatório de campanha fecha o ciclo até a oportunidade ganha. É isso que transforma o marketing de centro de custo em área que responde por receita. Os dados da Salesforce apontam na mesma direção: empresas com dados unificados têm 42% mais chance de responder ao cliente de forma consistente.

Sinal 5: seus e-mails estão indo para o spam (e ninguém sabe por quê)

Desde 2024, Google e Yahoo passaram a exigir padrões de autenticação para quem envia e-mail em volume, e a fiscalização ficou mais rigorosa desde então. Quem dispara para grandes bases precisa ter SPF, DKIM e DMARC configurados e alinhados ao domínio de envio, oferecer descadastro em um clique e manter a taxa de reclamação de spam abaixo de 0,3% — idealmente abaixo de 0,1%.

No Marketing Cloud, isso passa por configurações que muitas empresas nunca revisaram: Sender Authentication Package (SAP), domínio de envio próprio, IP dedicado ou compartilhado, aquecimento de IP, higiene de base e gestão de bounces. Quando esses pontos estão mal resolvidos, a taxa de entrega cai silenciosamente. O painel mostra “enviado”, mas o e-mail nunca chegou à caixa de entrada.

Se a sua taxa de abertura despencou sem motivo aparente, ou se clientes dizem que “nunca receberam” suas comunicações, a entregabilidade é o primeiro lugar para olhar.

Sinal 6: personalização se resume a “Olá, [nome]”

Inserir o primeiro nome no assunto não é personalização — é mala direta com verniz. O Marketing Cloud permite muito mais: blocos de conteúdo dinâmico que mudam conforme o perfil, recomendações por histórico, ofertas diferentes por região ou segmento, tudo dentro do mesmo e-mail, controlado por regras ou por AMPscript.

Recursos de inteligência artificial nativos, como o Einstein, ainda permitem enviar cada e-mail no horário em que aquele contato costuma abrir e ajustar a frequência para não saturar quem está menos engajado.

Por que não acontece: personalização avançada depende de três coisas ao mesmo tempo — dado disponível, template modular e alguém que domine a lógica da plataforma. Quando falta qualquer uma delas, o time volta para o e-mail único para todo mundo. Não é à toa que 78% dos profissionais de marketing dizem precisar de mais conteúdo personalizado do que conseguem produzir.

Sinal 7: só uma pessoa sabe mexer — e ela está sobrecarregada (ou já saiu)

O Marketing Cloud tem uma curva de aprendizado íngreme. Contact Builder, Data Extensions, SQL no Automation Studio, AMPscript, permissões por Business Unit. Não é raro que todo o conhecimento da operação esteja concentrado em uma única pessoa — muitas vezes alguém que aprendeu na marra durante a implantação.

Quando essa pessoa sai de férias, a operação para. Quando pede demissão, a empresa descobre que ninguém sabe por que existem 300 Data Extensions, quais automações ainda rodam e o que acontece se desligar alguma delas.

Esse é o mesmo dilema que discutimos no artigo sobre sustentação Salesforce interna x terceirizada: conhecimento concentrado é risco operacional, e profissional sênior de Marketing Cloud é caro e disputado no mercado.

Quantos sinais você marcou?

Uma leitura prática para interpretar o resultado:

Um ou dois sinais: a operação tem uma base razoável, mas deixa ganho na mesa. Geralmente se resolve com ajustes pontuais e um roadmap de evolução — como o que propomos em como priorizar melhorias no Salesforce.

Três a cinco sinais: há um problema estrutural, normalmente na arquitetura de dados ou na integração com o CRM. Vale um diagnóstico técnico antes de criar qualquer nova campanha, para não construir em cima de base frágil.

Seis ou sete sinais: a implantação original provavelmente não foi concluída, ou foi feita sem desenho de dados. Nesse cenário, o caminho mais rápido costuma ser uma reestruturação, e não uma sequência de remendos.

O que uma consultoria de Marketing Cloud entrega na prática

Contratar uma consultoria não é terceirizar o marketing. A estratégia, a marca e o calendário continuam com o seu time. O papel do parceiro é destravar a plataforma para que ela sirva a essa estratégia. Em geral, o trabalho se organiza em quatro frentes:

Diagnóstico da org. Levantamento do que está configurado, do que está em uso, do que está quebrado e do que foi comprado e nunca ativado. É aqui que se descobre, por exemplo, que a empresa paga por recursos de SMS ou WhatsApp que nunca saíram do papel.

Arquitetura de dados e integração. Modelo de dados no Contact Builder, conexão com Sales Cloud ou Service Cloud, integração com e-commerce ou ERP e rotinas automáticas de atualização. É a fundação que permite segmentar e disparar jornadas sem planilha.

Jornadas e automações priorizadas. Em vez de construir vinte jornadas de uma vez, começa-se pelas duas ou três com maior impacto em receita — normalmente boas-vindas, nutrição de lead e reativação — e mede-se o resultado antes de avançar.

Entregabilidade, governança e capacitação. Autenticação de domínio, higiene de base, padrões de nomenclatura, documentação e treinamento do time interno para que a operação não dependa de uma única pessoa. E, se fizer sentido, um contrato contínuo de sustentação para evolução mensal. Detalhamos como esse modelo é precificado em quanto custa sustentação Salesforce.

Vale lembrar que o Marketing Cloud não precisa se limitar ao e-mail. Para muitas empresas brasileiras, o canal que mais converte é o WhatsApp — e ele pode fazer parte das mesmas jornadas, com o histórico centralizado no Salesforce. Falamos disso no artigo sobre WhatsApp unificado no Salesforce.

Como escolher a consultoria certa

Nem toda consultoria Salesforce tem experiência real em Marketing Cloud — é uma especialidade à parte, com tecnologia, linguagens e lógica próprias. Na hora de avaliar um parceiro, pergunte:

Quantos projetos de Marketing Cloud vocês já entregaram, e em que contexto? Experiência só em Sales Cloud não se transfere automaticamente.

Vocês integram Marketing Cloud com CRM e com outros sistemas? A maior parte do valor está na integração, não no disparo.

Como é o diagnóstico? Um bom parceiro começa entendendo o que você já tem antes de propor qualquer escopo novo.

O que acontece depois do go-live? Se a resposta for só “entregamos e treinamos”, pergunte como a operação vai evoluir nos meses seguintes.

Perguntas frequentes

Vale a pena manter o Marketing Cloud se usamos pouco, ou é melhor trocar por uma ferramenta mais simples?

Depende do que está travando o uso. Se a empresa tem volume, integração com Salesforce e ambição de personalizar a comunicação, trocar por uma ferramenta mais simples costuma resolver o custo e criar um teto de crescimento. Na maioria dos casos, o problema é de configuração e dado, não de ferramenta. Um diagnóstico mostra qual das duas situações é a sua antes de qualquer decisão sobre o contrato.

Quanto tempo leva para colocar o Marketing Cloud para funcionar de verdade?

Um ciclo de diagnóstico e priorização costuma levar de duas a quatro semanas. As primeiras jornadas automatizadas, com integração ao CRM funcionando, normalmente entram no ar entre 30 e 90 dias, dependendo da qualidade dos dados de origem e de quantos sistemas precisam ser conectados.

Precisamos contratar um especialista em Marketing Cloud para o time interno?

Nem sempre. Empresas com operação de marketing grande e contínua se beneficiam de alguém interno. Para a maioria das médias empresas, o modelo mais eficiente é ter um analista de marketing que opera o dia a dia e um parceiro especializado para arquitetura, integrações, jornadas complexas e evolução da plataforma.

O Marketing Cloud funciona com WhatsApp e SMS?

Sim. A plataforma permite incluir mensagens de WhatsApp e SMS nas mesmas jornadas do e-mail, de acordo com os recursos contratados na sua licença. Antes de expandir canais, porém, vale garantir que a base de contatos, os consentimentos e a integração com o CRM estão sólidos, para não multiplicar os problemas que já existem no e-mail.

Uma consultoria consegue trabalhar em cima de uma implantação feita por outro parceiro?

Sim, e é bastante comum. O primeiro passo é sempre um diagnóstico para entender o que foi construído, o que está em uso e o que precisa ser refeito. Em muitos casos, boa parte da estrutura existente é aproveitável e o ganho vem de ajustes na arquitetura de dados e na ativação de jornadas.

Seu Marketing Cloud entrega uma fração do que você paga por ele?

A Levora é consultoria boutique parceira Salesforce, com 8 anos de experiência e mais de 70 projetos entregues. Fazemos o diagnóstico da sua org, reorganizamos dados e integrações e colocamos no ar as jornadas que geram receita — com seu time capacitado para operar.

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Fontes citadas neste artigo
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